No centro do Salento, ao sul de Lecce, entre Otranto e Gallipoli, a Grecìa Salentina (com acento no “i”) é um territorico histórico que preserva as tradições de origem grega e, principalmente, o dialeto neo-grego conhecido como Griko, uma língua muito parecida com o grego antigo que mistura palavras neo-gregas e influências neo-latinas,

A ilha linguística tem origens ligadas à dominação bizantina que tinha como base a cultura grega e a religião ortodoxa. A partir do século XI com o domínio da igreja católica a língua grega foi desaparecendo. No entanto, nos últimos anos houve uma redescoberta da tradição salentina e do Griko.

A Grecìa Salentina foi reconhecida pela Comunidade Européia como uma minoria étnica e linguística. Atualmente compreende doze cidades. Nove delas falam o Griko, embora só por uma minoria (na maioria idosos).

 

O que ver na Grecìa Salentina

Sternatia é a cidade que mantém mais viva a tradição linguística do Griko. Calimera que significa “bom dia” em grego, conserva ainda ritos ligados à Grécia, por exemplo, a Pietra della Fertilità, na Chiesa di San Vito.

Martignano, a menor cidade da Grecia Salentina, conserva um moinho subterrâneo no Palazzo Palmieri, no centro histórico. Enquanto, Martano, a maior e a mais populosa cidade da Grecìa Salentina, conserva o Palazzo Baronale como Castello Aragonese.

O Festival della Notte della Taranta é o evento mais importante do verão salentino. O Festival começa na cidade de Corigliano d’Otranto, onde o Castello de’ Monti foi considerado “O mais belo monumento militar do século XVI da Terra de Otranto”, e termina na Piazzale Ex Convento degli Agostiniani, em Melpignano.

Não perca o Parco delle Pozzelle, em Castrignano de’ Greci, os afrescos da pequena Chiesa Bizantina di Santo Stefano, em Soleto, e o Menhir della Stazione di Zollino, um monolito neolítico que marca uma encruzilhada de estradas que chegam em todas as cidades vizinhas.

Embora não falem o Griko, Carpignano Salentino, onde a “Festa te lu Mieru” (Festa do Vinho) é a mãe de todos as festas locais, e Cutrofiano, a cidade da cerâmica, e Sogliano Cavour foram integradas por razões econômicas e geográficas.


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