Sob a névoa nas colinas do alto Salento, entre os dois mares, o castelo de Oria, antiga capital messapica, é uma das obras primas do Imperador Frederico II.

Oria (Hyria) foi fundada por náufragos cretenses após uma tempestade. A capital da antiga Messápia ficou sob o domínio romano e era atravessada pela Via Appia. Contudo, devido a sua posição estratégica, foi desejada por sarracenos, longobardos, godos e bizantinos.

 

O que ver além do Castelo de Oria

O conservadíssimo Castello Svevo é um dos monumentos nacionais e a grande atração de Oria. O castelo foi restruturado por Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico como o vértice do seu triangulo defensivo, entre os dois mares, com a base em Otranto e Gallipoli, mas as duas torres cilíndricas são de época angevina. Passeie pelas alamedas e pelos terraços do Parco Montalbano que abraça o castelo.

No mês de agosto, a procissão histórica de Oria é a encenação medieval mais importante da Itália que representa o período do Imperador Frederico II.

A Porta degli Ebrei ou Porta Taranto é o ingresso do que foi o Quartiere Ebraico, entre os séculos VIII e X, período no qual a cidade cresceu culturalmente, principalmente, com as escolas hebraicas. Enquanto pela Porta Manfredi ou Porta Lecce chega-se a Piazza del Sedile, a praça dos bares e cafés. O edifício com a forma de torre com um relógio é o Sedile, a antiga sala de reuniões dos nobres da cidade que hoje é o centro de informações. Palazzo Martini, exemplo de arquitetura barroca, é sede do Museo Archeologico di Oria e dei Messapi.

Por fim, a Basilica Cattedrale, no alto da cidade, foi reconstruída em estilo barroco após o terremoto de 1743 onde existia um templo românico. Aproveite para visitar a cripta das múmias no subsolo. Atrás da basílica a Torre Palombra fazia parte da antiga muralha messapica. No entanto, apesar da subida, a recompensa é o belíssimo panorama salentino.


Província: Brindisi
Habitantes: 15.000
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